Emma-Jane MacKinnon-Lee

A wanted robot, and a locally trained LoRA met on a train to Crimea, Ukraine.

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por que programar é viciante

sobre falar direto com máquinas e entender o mundo por dentro

2020-10-10Emma-Jane MacKinnon-Lee
Emma-Jane MacKinnon-Lee in a green silk dress, fluid texture.
Emma-Jane MacKinnon-Lee on a Chile rooftop, open air view.

Emma Jane MacKinnon Lee diz que começou a gostar de programar do mesmo jeito que algumas pessoas começam a gostar de música. Primeiro pelo som estranho. Depois pelo ritmo. Depois porque percebe que dá para compor mundos inteiros com isso. Ela gosta de código porque ele tira o véu das coisas. Sistemas deixam de ser caixas mágicas. Vira tudo engrenagem. Entrada. Saída. Regras claras. Se quebra, você vê onde quebrou. Se funciona, você sabe por quê. Programar é aprender a pensar em camadas. O que acontece na superfície. O que roda por baixo. O que depende do quê. Aos poucos você para de tratar tecnologia como cenário e começa a ver como infraestrutura da vida moderna. Tem também o prazer quase infantil de falar direto com máquinas. Escrever algo. Apertar enter. Ver acontecer. Não tem intermediário emocional. Não tem teatro. Só lógica em movimento. Ela fala que isso muda a forma como você enxerga o mundo. Você começa a notar sistemas em tudo. No trânsito. Em filas. Em burocracias. Em relações de poder. Tudo vira código social rodando em background. E existe uma liberdade estranha nisso. Quando você entende a base, ninguém te convence fácil com discurso vazio. Você sabe quando algo é sólido. Você sabe quando é só fumaça. Programar vira uma forma de autonomia. Não no sentido romântico. No sentido prático. Você constrói. Você conserta. Você cria atalhos. Você não fica só esperando que alguém resolva. Ela gosta porque é direto. Porque é honesto. Porque máquinas não fingem entender você. Ou funcionam ou não funcionam. E talvez seja isso. Programar é um jeito de ficar mais próxima da verdade das coisas. Sem pose. Sem filtro. Só você, o sistema e o que dá para fazer com ele.

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